Amor próprio

Olá meus amores!

Hoje venho falar-vos de um tema que pode ser bastante delicado, o amor próprio.

Há muito tempo que queria escrever sobre isto, porque muitas vezes as redes sociais e os ideais “estipulados” pela sociedade nos fazem duvidar das nossas capacidades. Fazem-nos muitas vezes não gostar da imagem que vemos no espelho e querer ser igual aos demais.

Vamos estabelecer o seguinte, ninguém é perfeito. Ninguém!

Aquela menina que vocês veem sempre a sorrir, a fazer mil e uma actividades diárias, aquela menina que vocês julgam ter o corpo perfeito, a vida perfeita… bem, vocês acham que os dias dela são sempre magníficos?

Que ela está sempre a sorrir e satisfeita com a própria vida, ou até mesmo satisfeita com a imagem que vê no espelho? Posso garantir-vos que não.

Primeiro porque nas redes sociais as pessoas passam apenas e somente aquilo que desejam (que é um direito seu, sem duvida) e eu acho, a meu ver, que se filtre a informação que é passada nas redes sociais, porque nós nunca sabemos quem está do lado de lá.

Nós nunca sabemos o impacto que as nossas palavras vão ter na vida de outras pessoas, porque acreditem, nem todas as pessoas vão receber o que dizemos, de forma positiva.

Hoje eu vou falar-vos um pouco sobre mim, sobre a forma como lido com as inseguranças e as transformo em amor próprio.

Em relação às redes sociais, eu decido aquilo que quero e não quero absorver… Adoro seguir pessoas que me mostram como são, que me incentivam a ser melhor. Honestamente não gosto de seguir pessoas que estão sempre a queixar-se de tudo. Não gosto. Problemas e dificuldades nas nossas batalhas diárias, todos temos, sempre iremos ter.

Mas as redes sociais servem sobretudo para partilhar o bem, para criar uma onda de boa vibe e apoio mútuo, não uma plataforma de julgamento em que atacamos tudo aquilo que vai contra o que defendemos. Há espaço para todos e ninguém deve querer “crescer” ás custas de criticar os outros.

Claro que há alturas que eu vejo coisas com as quais não me identifico, mas isso não me dá o direito de atacar ninguém.

Eu sou muito defensora do “não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti”, para mim é uma optima política e regra que levo para a vida.

É importante aceitar as perspetivas e ideias dos outros, mesmo que contrárias às nossas e se formos a ver, o que realmente importa é a forma como regemos a nossa vida e se isso nos faz feliz.

Amor próprio também significa aceitar os outros, aceitar as suas opiniões, os seus estilos de vida sem deixar que isso nos afecte.

Será que eu devo deixar-me afectar por aquela musa inspiradora que aparece todos os dias sem defeitos?

Será que me devo sentir mal por não ter o seu corpo?

Nunca. Eu devo usar isso como um incentivo, “se ela consegue, porque não hei-de conseguir?”.

Eu consigo, eu sei. Ao meu ritmo. Porque ninguém tem a mesma fisiologia, o mesmo metabolismo, a mesma idade ou até o meu ideal de vida saudável.

O que importa é eu fazer o meu melhor todos os dias, fazer porque gosto e não porque é uma obrigação, ou porque tenho de ser melhor que X ou Y.

Eu apenas tenho e quero ser a minha melhor versão de dia para dia. Sem comparações.

Devo dizer que aprendi a gostar do meu corpo todos os dias, mas isso não faz com que eu às vezes não sinta inseguranças.

Também tenho dias em que me olho ao espelho e penso “que barriga é esta? Estagnei? Parece que estou igual. Porque demora tanto? Sinto-me inchada. Sinto-me cansada, triste, sem força de vontade.”.

Todos temos estes dias e muitas mais duvidas a pairar a nossa cabeça, mas estes dias fazem parte. Fazem parte da nossa evolução e crescimento pessoal, interior e exterior.

Saber lidar com as nossas duvidas, com as nossas questões interiores, faz com que nos saibamos aceitar melhor, faz com que gostemos mais de nós.

Vai daí que eu hoje acordei mais inchada, paciência, amanha ou depois passa.

Hoje acordei com aquela borbulha péssima na testa, bem, nada a fazer, ela acaba por desaparecer, posso disfarçar com base.

Hoje estou não me apetece treinar, mas não me sinto cansada. Tenho duas escolhas, ou vou e sei que me vou sentir bem por ter ido, ou não vou e vou sentir-me bem na mesma porque amanhã é outro dia e hoje prefiro descansar.

Hoje apetece-me um gelado, uma pizza ou um hambúrguer, vou comer, sem culpas, depois retomo a minha rotina.

Amor próprio é a base para a felicidade. Porque quando nos sentimos bem connosco próprios, nada nem ninguém no mundo nos pode abalar.

Por isso, AMA-TE!

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